segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fixando conhecimento.

Aí pronto, depois que você se estabeleceu em Londres só lhe resta começar ou continuar a brincadeira de falar inglês em todo lugar.
Aí você chega numa lanchonete e, meu perdida - afinal é seu primeiro dia e você não sabe qual é a boa da casa e eles não têm pão de queijo - olha todos os salgados e pede aquele "Aquele ali, óh, com cheese e onion" só porque tem cheese e você ama cheese e cheese é bom com tudo.
A primeira mordida te faz lembrar que onion é cebola e, pronto, conhecimento fixado.

Isso é bárbaro.

Bom dia, dia!

Janela da meu quarto, sábado:

Transporte em Londres.



Dica de transporte em Londres: Faça um Oyster Card!
Esse é o cartão que se usa para o metrô.
Você ao guichê e paga cerca de 3 pounds por ele e aí pronto, ele é seu.
Depois, quando for embora, pode devolver o cartão que eles te devolvem o dinheiro.
Com o cartão em mãos é só fazer recargas.
As recargas podem ser semanais, diárias ou mensais. Easy!
Para uma semana, circulando entre a Zona 01 e 03 de Londres, paguei cerca de 33 pounds e posso pegar ônibus ou metrô!
Repare que ficou muito mais barato se comparado com aquela viagem de 4 pounds de King´s Cross Station para minha casa, que fiz quando cheguei!
Se precisar andar muito, vá de metrô. Os ônibus são eficientes mas demoram mais!

O símbolo do metrô de Londres é bem específico e facilita as coisas porque quando você está procurando por um "tube" ou "underground" como eles chamam aqui, é só porcurar pelas placas, que são iluminadas!

Abaixo tem dois vídeos meus no metrô.
Todos os dias a voz do metrô vai comigo, é minha amiga.
Todas as paradas ela repete e tal "main the gap", achei que merecia gravação. Sintam.

Estou com Joe e Marc.
Joe, é da Alemanha e Marc da Espanha.
São meus colegas do curso de inglês.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Respondendo as perguntas dos ouvintes.

Respondendo as perguntas!

O creme é um Dove de pepino e chá verde, com menthol! Dá um frescor na pele!
Hahahaha!

Vlad, o trem não é caro.
Comprei minha passagem relativamente em cima da hora e me custou 45 euros.
Assim como as empresas aéreas, a Eurostar tem promoções e quanto antes você comprar mais barato fica!

Sobre os malabaristas da Igreja, em Paris, não me lembro deles! Vai ver que foram promovidos!

Estou adorando os comentários de vocês!
Obrigada!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A chegada e minha casa.

A viagem de trem de Paris para Londres é super tranquila e, ao contrário do que eu pensava, você viaja um longo trecho vendo a paisagem.
O canal da mancha mesmo é super rápido e, lógico, só se vê concreto. Nem mesmo uma frestinha para espiar os peixes! E os ingleses não sorriem de bobeira. O casal de velhinhos que sentou na minha frente na cadeira do trem nem sorriu nem deu "bye-bye".

Cheguei em Londres decidida de que iria pegar um táxi para minha futura casa.
Estava exausta. Aquela coisa com a políca me cansou muito.

Chegando aqui, na estação de King`s Cross St. Pancras eu achei muito fácil pegar o metrô e resolvi me aventurar.
As malas estavam pesadas mas... faz parte.

[Por falar em malas, esqueci de contar sobre minha grande vitória! Apenas 16.5 kilos a mala maior! É um peso ótimo para quem poderia trazer duas de 32kg]

Voltando a King Cross...
Comprei o ticket para apenas uma viagem.
Em Londres você pode comprar um cartão para andar de metrô como se fosse um pacote de viagens semanal ou mensal, mas eu não queria pensar muito e fiz o mais fácil.
Fácil, mas caro: 4 libras!
Para quem não sabe, a cidade é dividida em Zonas Concêntricas e para comprar um ticket, você escolhe por quais Zonas vai andar. Quanto mais abrangente, mais caro.

Foram duas linhas.
Estou morando na Zona 3 de Londres.

Cheguei em Canning Town Station e liguei para o Fausto, que me alugou o quarto.
Ele me buscou.
Andei de carro mão inglesa!
Tudo é turismo para quem vem de outro continente pela primeira vez!

No caminho ele me explicou que o cara que estava no meu quarto não havia saído, como combinado. Com isso, para eu entrar na casa ele teria que pedir ao cara para sair, arrumar outro lugar para ele por três semanas e depois ele voltaria para lá.
No entanto, me disse que tinha um quarto vago, em outra casa, em outro bairro, ainda na Zona 3.
Eu estava tão cansada que só queria ir para casa e, na verdade, nem liguei.
Não tire o cara de lá, me leve para a outra casa.
Stratford.
Foi melhor para mim porque esse bairro tem uma linha de metrô melhor.

Moro em um quarto gigante, numa casinha de três andares e só com brasileiros.
Tenho uma geladeira só minha!
Tenho um TV só minha também - que fica no chão porque ainda nem liguei na tomada!
A casa é legal.
Bem próximo à ela há uma Universidade, um pequeno shopping, um estação de trem, uma Igreja com um pequeno parque atrás e as obras da sede das Olimpíadas!

Essa é minha rua! Meu prédio é o da esquerda!
E super combinou porque saí da Rua Outono, em Bh, para morar na The Green, em Londres.
Na última foto eu tô na frente da casa, descabelada e com sacolas de compras!


Essa é a Universidade, aqui pertinho.



As fotos abaixo são do parque que existe atrás da Igreja, aqui perto de casa e da fachada frontal da Igreja.
Eu corto caminho pelo parque para o metrô!


Fiquei feliz.
Já me sinto em casa!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Entrando na Inglaterra.

Chegou o domingo e eu tinha que ir para Londres.
Eu já tinha comprado minha passagem de trem, Eurostar, pelo site da empresa.
Depois de comer um croissant no café - comam pão em Paris!- Gabi foi comigo, me ajudando com as bagagens.
Meu embarque era em "Gare do Nord", às 11:43 da manhã.
Dei tchau para Paris e para Gabi. Mas Paris é muito bom, a vontade era ficar.

Aí beleza!
Tchau Gabi, vou para Londres.

1,2,3 OPS!
O Seu Guarda Inglês me mandou esperar aí mocinha porque você é do Brasil.
Me pediu todos os documentos, perguntou quanto dinheiro eu tinha e me pediu licença.
Foi com meus documentos. (Ei, aonde você vai, Seu Guarda Inglês?)
-Come here!

Meu lugar era do lado de fora de uma salinha, na embarcação, com as malas e com uma cara de "anda rápido Seu Guarda Inglês, se não eu perco o trem", misturada com cara de "o que está acontecendo"?
Ele só voltou depois de uns 15 mintos e fomos passar na rampinha das malas, para ver se eu estava com drogas, armas e dinheiro roubado.
Aí um outro Seu Guarda Inglês, com luvas porque eu poderia ter um produto químico fatal, abriu minha bolsa. Não satisfeito, abriu minha bolsinha de cremes! Descobriu que eu uso um creme ótimo da Dove.
Aí fechou minha bolsa de novo.
Nessa hora eu queria chorar... Pronto, fiquei, pensei.
Vai reclama de ir embora, danada!
Chamaram um cara da Eurostar que falava português, mas acho que não foram os policias porque até então estávamos conseguindo nos comunicar bem em inglês.

O cara chegou "E aí?! Beleza Pura?".
Quase abracei o "Beleza Pura" porque nessa hora eu estava realmente aflita...
Baixinho contei para ele que eu achava que ia perder meu trem e ele me disse que isso acontecesse era para falar com ele que ele me dava outra passagem.
Fomos novamente para a salinha.
Quer dizer, ele foi, meu lugar é no banquinho do lado de fora!
Mais 15 minutos.
Preocupa não, Seu Guarda Inglês, eu espero!

Ele voltou e me chamou para outra salinha.
Me fez várias perguntas.
Todas aquelas que já sabemos que eles fazem na embarcação: Onde eu estudo, quanto de dinheiro que eu tenho, o que meus pais fazem, o que estou indo fazer na England... Enfim.
Ok, agora venha.
Não tem problema não, Seu Guarda Inglês, eu ando para lá e para cá com minhas malas, tô de boooooooua.
Nessa hora eu já tinha perdido o trem e já estava pensando que "tudo bem então, se precisar fico aqui".
Ele disse que só precisava falar com o "Boss" dele e voltaria me dando uma resposta.

Voltou com um papel e com meu visto carimbado para 6 meses. Buscou um novo agendamento de passagem para mim, com partida às 13:01.
Já era quase isso e eu passei, de novo, na rampinha de malas. Tudo Ok!

Parei no primeiro balcão de informação.
-Bonjour! - eu
-Bonjour!
-Do you speak english?
-Yes!
-I don´t!
Eu e ele: Hahaha.

Londres, aí vou eu!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Chegar na França foi fácil. Ainda mais porque desde Portugal eu já estava acordada, elétrica, vendo as luzes da cidade e doida para chegar!
Descer do avião, pegar as malas, descobrir para que lado ir... Tudo muito fácil.
Mais fácil ainda foi receber o carimbo na imigração, o cara nem olhou direito para mim.
Um "bonjour" e pronto, entrei na França!

Sorri sozinha.

Gabriela me passou todas as instruções do que fazer quando chegasse em Paris e eu fiz tudinho. Comprei o ticket do metrô, entrei no metrô (olha que beleza) e fui para "Gare Du Nord", uma estação perto do centro de Paris. O aeroporto é bem sinalizado, não tem como se perder. As placas indicam as direções dos metrôs e as pessoas conversam em inglês.

A viagem foi longa e cansativa e eu não estava nada linda de cabelos ao vento como imaginei, na chegada em Paris. Estava toda suada, esquista, cara de não conheço nada.

Primeiro passeio turístico que fiz foi ir à Igreja Sagrado Coração (Secré-Coeur), linda.
A construção da igreja começou em 1876 e foi concluída em 1914, quando eclodiu a guerra franco-prussiana (1870). O projeto é de Paul Abadie.



A vista lá de cima é linda demais!



Rodamos nas ruas próximas à Igreja, umas lindinhas também. Vale à pena.




Perto da Igreja tem o Moulin Rouge, a rua em que ele fica é toda de lojas de produtos sexuais. É muito caro para assitir os shows, que são noturnos.
Esse passeio da Igreja ao Moulin Rouge dá para fazer à pé. Mas vale a pena ir de noite, porque todas as lojas ligam as luzes, fica legal!

O Pompidou é um gato contemporâneo, projetado por Renzo Piano e Richard Rogers em 1970. Não dá para perder.
Nessa primeira foto eu tô aí na frente dele felizona e na outra eu estou lá em cima, nele!
A área livre que existe na frente do prédio está sempre cheia no verão, com pessoas de todos os tipos, artistas, turistas, jovens. É um ótimo programa para se fazer com calma, para poder ficar sentada na frente do prédio observado os movimento. Fui nesse lugar por três dias consecutivos porque realmente é muito bom.






Outra dica boa é ir para a orla do Rio Senna.
Fomos e tava rolando um pagode brasileiro! Vejam só!
Na orla acontecem movimentos como os de praia. Se vier à Paris, não deixe de ir.
Nessa foto eu estou com a Gabi lá, no pagodão, de dia.
A outra são das dançarinas.
A outra, da orla à noite!






A Torre, nem precisa falar. Mas preciso reafirmar que não é à toa que ela está espalhada por todos os cantos. Na verdade foi meu olhar mais apaixonado em Paris.
Ela é exuberante.
Lógico, lotada.




Mas tem que levar uma canga para esticar na frente dela, sentar e ficar apreciando. Os passeios e visitas em Paris não devem ser feitos com pressa porque na maioria das vezes tem um lugariznho para sentar e ficar apreciando.




Como estava por poucos dias nessa cidade, fiz os passeios que todos os turistas fazem, aliás, o que deu. Acho que acertei em uma coisa: Não estou correndo para visitar os lugares, estou fazendo tudo com calma.
Fui ainda no Louvre e na Notre Dame, dois lindos.

















O fato de a Gabi morar lá e me receber bem desse tanto me fez descobrir a Paris da rotina, o que foi muito bom mesmo.
Aliás, essa tal Gabriela foi uma anfitriã e tanta! Andou comigo por todos os cantos, nos divertimos muito.
Mais uma vez, obrigada Gabi!

Só mais uma coisa, para acabar: As esquinas. As esquinas são lindas! Todas!

Foi amor à primeira vista. Paris, me agarra!

Agora o destino é Londres!
Saí de Paris no domingo, 23/08, próximo ao meio dia.

domingo, 23 de agosto de 2009

Agora sim! A viagem à Europa começou!

O dia do vôo começou cedo.
Meu avião saía do Aeroporto de Confins às 11:50 e, por ser longe do centro de Belo Horizonte, é bom sair cedo de casa. Saímos às 8:30.
Nando foi levar eu e minha mãe no aeroporto. Mamãe foi me levar em Sampa, onde eu faria escala. Sendo assim: despedidas em etapas.
Eu não queria chorar para me despedir, por mais que meu sorriso já estivesse amarelo... estava muito feliz pela viagem.
Na fila do check-in liguei o nervosismo, minhas mãos suando. Já com saudades do Nando.
Em São Paulo passei boas 3 horas com minha mãe, conversando sobre nossas coisas.
Na despedida não choramos. As duas sabiam da felicidade e da importância desse momento.
Para entrar no avião (vim de Air France), muita confusão, ninguém para informar. Quem quisesse acertar qual era sua fila deveria ler as placas, coisa que uma pessoa transbordando de emoção, e super nervosa, não quer fazer. :)
Tá, eu acabei lendo.
Oba! Entrei no avião certo e não fui parar em outro continente!

Dei azar com meus colegas de cadeira! Um francês com muito sono e cara fechada, e um árabe que não olha para mulher. Logo eu... Mas não importa, já senti que aquilo ali era o tal mundo desconhecido.
Três lágrimas vieram, não mais, e um suspiro de "ipi ipi urra aí vou eu".
Fui. Quer dizer, vim!